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Agronegócio: plano de país (Íntegra do artigo publicado na revista PLANT PROJECT #7 - Nov/Dez 2017)

 

Não é de hoje que o Brasil precisa assumir uma vocação. As economias nacionais, interconectadas pelas tecnologias de informação e pelo fluxo internacional de capitais, interferem umas nas outras. E o equilíbrio das forças econômicas e das vantagens competitivas é fundamental para a estabilidade dos países.

 

Quando um país assume uma vocação é porque tem competência e reconhecida vantagem competitiva para exercê-la. E, como consequência, ele atrai investimentos e talentos expertos, é percebido e valorizado, tem sua população engajada e uma plataforma de desenvolvimento, uma estratégia e critérios para tomada de decisão e de priorização dos investimentos. Investe no aprimoramento dos processos e tira proveito dos recursos naturais disponíveis. Forma mão de obra, aperfeiçoa mecanismos, otimiza as cadeias e as legislações. A França é reconhecidamente o país dos perfumes, do vinho, das grifes de acessórios de moda. Os EUA é o país do cinema, dentre diversos outros ramos. A Itália, do design. A China é associada à mão de obra barata, à industrialização. A Colômbia tem a percepção de café de qualidade por um trabalho de marketing de país. Claro que não é possível reduzir um país a um único produto ou setor, mas existem as vocações e as competências, naturais ou desenvolvidas, que nascem de vantagens competitivas bem trabalhadas.

 

E quanto ao Brasil? Qual seria a nossa vocação natural? Quais são as nossas vantagens competitivas?

 

Turismo. Não há dúvida de que o Brasil tem um enorme potencial turístico com suas belezas naturais, cultura diversificada nas diversas regiões e um povo extremamente acolhedor, afável e hospitaleiro. Contudo, não temos infraestrutura e não investimos. Estamos evoluindo neste setor à custa de iniciativas isoladas que, certamente, têm potencial de fazer com que o Turismo venha a ser um importante protagonista na nossa economia, mas o setor nunca será o nosso arrimo.

 

Serviços. Temos um setor de serviços bastante grande e atuante. Importante para o país. Porém, sem condições de ser escalável como provedor para outros países. Começa pela dificuldade da barreira do idioma, não falamos inglês e espanhol. Termina por não termos gente com formação. Em Serviços isso fica ainda mais claro. Para começarmos qualquer iniciativa de país, precisamos investir em educação formal e cultural da nossa gente. Investir, não pela improvável possibilidade de tornarmo-nos um país prestador internacional de serviços. Investir pela premente e necessária inclusão da nossa majoritária população, que viva às margens da sociedade contemporânea e de seus avanços e facilidades. E investir em gente porque não há outra solução de continuidade para o nosso desenvolvimento.  

 

Indústria. Nesse setor a China e outros países da Ásia já ocuparam o papel de “manufaturas do mundo”. À custa de tratarem sua gente como bens de capital e amortizarem até sua última gota de sangue, essas nações têm uma forte vantagem competitiva: mão de obra barata e quase nenhuma legislação trabalhista. E enquanto o mundo fizer vista grossa para essa situação, que pela distância física não comove quem consome seus produtos, este será o cenário. O risco é desses países resolverem inverter a relação de fornecedores de baixo custo, para fazerem valer o fato de terem centralizado boa parcela da manufatura mundial. E terão o mundo a seus pés (se é que já não o tem). No Brasil, infelizmente, a força da indústria se esvai. Não apenas pelo contexto global pelo qual passa o setor, tendo seus produtos e processos produtivos desafiados e sendo reinventados pela Inteligência Artificial (AI) e pela Internet da Coisas (IoT), pela robotização etc., mas também, e infelizmente, pela nossa própria fraqueza interna de mobilização do setor. Por exemplo, a maior e outrora mais influente federação de indústrias, a do estado de São Paulo, virou palanque eleitoral. Qual a chance? – como diz minha filha de 15 anos.

 

Temos uma via. Uma via legítima, natural e comprovadamente de resultado: o agronegócio. Nesse setor, não nos faltam competência e vantagens competitivas. Só nos falta o assumirmos como vocação de país!

 

A economia brasileira é dependente (em cerca de 25%) do agronegócio para manter-se superavitária e pujante. E não é de hoje que os atores deste setor, os que compõem o business to farmer (B2F) – ambiente de negócios formado por marcas, produtos, serviços e tecnologias com foco no produtor rural –, chamam a atenção para o fato de que a nossa vocação é a produção agropecuária. E não se trata apenas da produção primária de commodities, de alimentos e de todos os outros produtos que saem de dentro de uma fazenda. Isso também, mas não só.

 

Para além das fazendas, antes e depois delas, produtos de proteção de cultivos, fertilizantes, biotecnologia, tecnologias digitais como a Inteligência Artificial (AI) e a Internet das Coisas (IoT) aplicadas à produção agropecuária, nutrição e saúde animal, tratores, implementos, ferramentas, irrigação e todas as demais indústrias fornecedoras dessas indústrias mais as de extração de ingredientes naturais como sal marinho, minerais etc., até as originadoras, indústrias de alimentos, de distribuição e varejo e as que produzem muitas das coisas que nos cercam em nosso dia a dia e que, mesmo que não nos dêmos conta, advêm de algo produzido em uma fazenda, compõem o agronegócio. Olhe ao seu redor e constate.

 

Somos bons nisso. Somos grandes nisso. Temos vocação para isso.

 

Nos diversos fóruns do setor e de fora do setor, muito se discute sobre como potencializar ainda mais o agronegócio brasileiro aqui dentro e mundo afora. E nos últimos anos, devido à crise que o Brasil passou (passou?), o setor chamou ainda mais a atenção, nacional e internacionalmente. Governo, bancos, os demais setores da economia, investidores, analistas, a população em geral, todos os que ainda não haviam notado puderam perceber a resistente robustez do agronegócio brasileiro, mesmo no momento adverso da economia do país. E isso só vem aumentando sua percepção, visibilidade e expectativas do seu potencial.

 

Ainda mais fortemente o agronegócio brasileiro está sendo desafiado a se organizar, a estruturar suas estratégias e ações como setor econômico do país e potencializar sua força, suas competências e suas vantagens competitivas. Mas para isso há uma grande dificuldade inerente aos setores econômicos: quem é o setor? Quem é que tem que se articular e se organizar? Quem é o “dono” do agronegócio brasileiro? Quem é o seu CEO?

 

Como todo setor econômico, o agronegócio é formado por subsetores que atuam em sua cadeia de valor e ajudam a compô-la, sendo parte do todo e não o todo. E cada subsetor e seus atores individuais, seja em insumos ou na originação, seja na produção agrícola ou na pecuária, na industrialização ou comercialização, todos têm suas agendas próprias, seus interesses. E acaba que ninguém cuida do todo.

 

Agronegócio: Plano de País

 

Por mais que seja antiliberal, nos parece que o único agente capaz de enxergar e cuidar do todo de um setor econômico é o Estado. Pelo menos no Brasil de hoje. E o Estado passa pelo interesse dos governos que, por sua vez, passam pelos interesses dos políticos. Sendo que esses últimos devem (ou deveriam) cuidar prioritariamente dos interesses do país e de sua população. É um ciclo ou um looping que em situações normais se retroalimenta e gera o progresso das nações e o bem-estar de suas populações.

 

Durante o período de 09 a 21 de outubro deste ano, por uma iniciativa conjunta da revista Plant Project, da consultoria JH|B2F e da empresa de pesquisas Bridge Research, realizamos uma pesquisa quantitativa de opinião inédita, de amplitude nacional, chamada: “A percepção do campo na cidade”.

Nossa pesquisa detectou que 86% dos brasileiros já ouviu falar de agronegócio. Que 91% associa o agronegócio a aspectos positivos como produtividade (63%), economia/mercado (14%) e lucratividade e tecnologia (5% e 3% respectivamente). 89% dos brasileiros concorda ou concorda totalmente que o Brasil é o país do agronegócio e 88% diz que seria a vocação natural do país. 94% é a soma dos que acham o agronegócio importante ou extremante importante para o Brasil, 93% que é importante para o mundo e 91% que o agronegócio no Brasil gera alimento para o mundo.   

 

A novidade dessa nossa pesquisa está no fato de que estamos falando da opinião da população da cidade! Todas os respondentes são moradores de capitais. Propositadamente fomos verificar o que pensa a cidade com relação ao campo e descobrimos que, na intenção, já somos o país do agronegócio! Quando perguntado o quão relevante a vocação do Brasil para o agronegócio seria para o seu reconhecimento internacional, 87% da população das cidades acharam relevante ou extremamente relevante. E 87%, também, são os que dizem que o país seria com certeza ou provavelmente bem-sucedido ao assumir essa vocação.

 

E qual é o sentimento da população se o país assumisse essa vocação: vergonha ou de orgulho? Noventa e seis por cento da população urbana sentiria orgulho se o país assumisse sua vocação para o agronegócio.

 

Por fim, perguntamos algo bastante importante para que o Brasil, como projeto de Estado, pudesse colocar o agronegócio como plano de país: “O quanto você estaria disposto a votar em um candidato à Presidência da República que tivesse como proposta estabelecer o Brasil como o país do agronegócio?”. E simplesmente 73% da população brasileira das cidades com certeza votaria ou provavelmente votaria nesse candidato!

 

Enfim, parafraseando o dito popular, não temos apenas a faca e o queijo, mas também a soja, o milho, o algodão, a carne, o leite, o etanol, a cana-de-açúcar, o couro, o arroz, o feijão, o café, as frutas e hortaliças etc. nas mãos. E, ainda, o importante suporte da população urbana brasileira!

 

Com o resultado desta pesquisa, nos parece que, agora, não há entraves para que possamos efetivamente construir um plano de país que assuma a vocação brasileira para o agronegócio. Com esses dados, nossos políticos podem estabelecer uma plataforma de governo com uma clara estratégia de Estado, para cuidar dos interesses do país e da nossa gente. Agronegócio: Plano de Brasil.

 

*Sócio e consultor sênior da JH|B2F Estratégia e Posicionamento em Business to Farmer - jh@business2farmer.com

09/11/2017 - Entrevista Jornal Rural Notícias do Canal Rural, sobre resultados Pesquisa Plant Project-JHB2F-Bridge Research: A Percepção do Campo na Cidade (minuto 39:20 vídeo abaixo) 

08/11/2017 - Vídeo apresentação resultados Pesquisa Plant Project-JHB2F-Bridge Research: A Percepção do Campo na Cidade - HSM EXPO 2017, Arena Futuro Fértil.

 

 

Revista Plant Project #05, Pag. 75

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O eficiente marketing da Phibro no Business to Farmer (B2F)

http://cenarioagro.com.br/o-eficiente-marketing-da-phibro-no-business-to-farmer-b2f/

 

Por em 19 de abril de 2016

 

João Hilário da Silva Jr.*

Foto JH

 

Há cerca de dez anos tive meu primeiro contato com a Phibro. Nesta época eu dirigia o marketing da, então, Tortuga Cia Zootécnica Agrária – hoje incorporada pela DSM desde abril de 2013 – e fui procurado pela empresa para que fizéssemos uma avaliação e adotássemos um aditivo diferenciado e eficiente no incremento dos resultados de produtividade de bovinos de corte e leite. Detentora de tecnologia própria de minerais orgânicos, naquele momento a Tortuga teve suas razões e acabou por não adotar a molécula da Phibro nas formulações de seus suplementos nutricionais.

Para a Phibro, devido à força da marca, à penetração e capilaridade de mercado e ao volume de toneladas de produtos para bovinos da empresa, a adoção do produto pela Tortuga teria sido um grande impulsionador para sua introdução no segmento ruminantes. Uma típica situação de união de forças ganha-ganha, que teria agilizado o estabelecimento da molécula no mercado.

A Tortuga obviamente não seria a única a quem se oferecer o aditivo e a Phibro seguiu desenvolvendo o mercado para ruminantes, uma vez que em monogástricos o produto era consagrado. A partir de 2010 deu início a uma estratégia focada no segmento de confinamento, fase da terminação dos bois na qual os resultados seriam mais facilmente detectados e a causa e efeito do produto comprovados. A empresa fez sua lição de casa, investiu em pesquisas e trabalhos que embasassem os resultados com números e provas, desenvolveu um envolvente programa de disseminação desses resultados em eventos, palestras, dias de campo etc., capacitou suas equipes técnico-comerciais, trabalhou sua tecnologia junto às empresas regionais de suplementos nutricionais e colheu os resultados. Graças a um projeto de marketing estruturado e planejado, sua molécula hoje está consagrada na terminação fechada e gerando muitos resultados aos pecuaristas confinadores. Produto bom e uma estratégia de marketing bem elaborada e bem implementada geram resultados.

Mas os desafios não findam por aí. A próxima pergunta que a Phibro se fez foi: e no pasto? O aditivo precisa se estabelecer e levar todo esse resultado para a cria, a recria e a engorda a pasto. E não deu outra. Novamente, como resultado de um trabalho de marketing focado, bem estruturado e implementado, o aditivo da empresa vem demonstrando seus resultados e contribuições à performance nutricional de ruminantes a pasto também.

Após um trabalho desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e suportado pela Phibro, chegou-se ao conceito do Boi 7-7-7. Um modelo de referência para pecuaristas em busca de uma maior performance no ciclo produtivo de bovinos a pasto. O sistema de produção Boi 7-7-7 preconiza e mostra como é possível se fazer 7 arrobas na cria, 7 arrobas na recria e 7 arrobas na engorda/terminação, ou 21 arrobas no ciclo completo, em um intervalo de 24 meses! E o aditivo da Phibro é protagonista nessa performance.

O trabalho de marketing realizado pela Phibro é consistente e firme. Focada na construção de uma base sólida e de longo prazo, a empresa vem estabelecendo uma plataforma de sustentação para suas tecnologias e soluções que se baseia em estratégia inteligente, focada e inclusiva para os parceiros da cadeia, e eficiente implementação. O trabalho desenvolvido em parceria com a APTA teve a força de gerar uma referência de sistema de produção para o mercado. Isso é marketing!

Como vemos em clássicas referências de marcas que são sinônimos de categorias em outros segmentos, Phibro e sua molécula estão de forma seminal ligadas ao modelo Boi 7-7-7. E isso é resultado e eficiência mercadológica.

O que me levou a escrever esse artigo foi o release de lançamento da ExpoZebu 2016, emitido no último dia 04 de abril pela ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. Na abertura da edição deste ano da exposição, além de muitas outras novidades a associação vai apresentar o Boi 7-7-7 oficialmente como seu “Projeto Equação da Pecuária Eficiente”. E a Phibro, que será apresentada como parceira desse projeto pela ABCZ, virou conteúdo, virou notícia no release da associação. Isso é estratégia de marketing bem elaborada e implementada!

Gosto de ver e de destacar casos de sucesso no marketing de marcas, produtos, serviços e tecnologias focados no produtor rural agrícola ou pecuário – segmento que passamos, inovadoramente, desde o início de 2015, a denominar de Business to Farmer (B2F). Afinal, negócios com o produtor rural, seja do lado do insumo ou da originação, não são B2B e muito menos B2C. São B2F!

Casos de sucesso em estratégia de marketing como o da Phibro só engrandecem e fomentam o marketing eficiente e profissional no setor.

*profissional de marketing, tendo atuado em funções executivas em várias empresas nacionais e internacionais, é hoje sócio na JH OUT-IN-OUT – Estratégia em Business to Farmer (B2F)

 

 

Revista DBO - setembro 2015

 

JH|OUT-IN-OUT traz conceito de Business to Farmer (B2F) ao setor do Agronegócio

 

27 de abril de 2015

 

 

 

JH|OUT-IN-OUT Estratégia e Comunicação em Business to Farmer (B2F), detentora da exclusiva abordagem The Cube Approach, inicia suas operações com foco em assessorar empresas que têm os produtores rurais como consumidores de suas tecnologias, produtos e serviços.

Constituída a partir da experiência profissional de João Hilário da Silva Jr., profissional com mais de 20 anos de experiência em Comunicação, Marketing e Negócios, sendo que a maior parte desse período atuando com marcas, tecnologias, produtos e serviços voltados à produção rural, a empresa visa agregar valor ao processo estratégico de comunicação na relação Business to Farmer (B2F).

O próprio conceito Business to Farmer (B2F) já traz em si uma novidade que visa colaborar com a eficiência das iniciativas das marcas do setor. Da mesma forma que os já consagrados Business to Consumer (B2C) – para o setor de negócios que leva produtos e serviços aos consumidores finais –, e o Business to Business (B2B) – para o setor de negócios entre empresas –, o B2F cria uma caracterização de consumidores no Agronegócio que são alvos de insumos, tecnologias, produtos e serviços, direcionados ao processo produtivo agropecuário. Nitidamente identificados, os produtores rurais (Farmers) de todos os segmentos produtivos têm específicas necessidades e critérios de decisão que os distinguem e, ao mesmo tempo, os caracterizam em uma classe única de clientes. Essa classificação B2F faz com que se criem estratégias de Comunicação mais eficientes e facilitadas à atuação das empresas do setor. Empresas que atuam no B2F têm na Comunicação importante aliada para a consolidação de seus negócios, e precisam extrair o máximo retorno dos investimentos que fazem nessa frente.

Através da exclusiva abordagem do The Cube Approach®, a JH|OUT-IN-OUT atua em conjunto com seus clientes através de seis pontos de análise para se estabelecer o Posicionamento e a estratégia de Comunicação de seus produtos, serviços, tecnologias ou da própria marca corporativa, refletindo na consolidação da clareza de propósito de atuação perante o mercado e, também, de maneira importante para os negócios, seus públicos internos (endomarketing).

“A expertise técnica dos nossos clientes tem que estar cada vez mais direcionada à demanda de seus próprios clientes: os produtores rurais. Através da JH|OUT-IN-OUT nós potencializamos esse conhecimento desenvolvendo Posicionamento e estratégias eficientes de Comunicação” nas palavras de seus idealizador e principal consultor, João Hilário da Silva Jr.

http://grandesnomesdapropaganda.com.br/agencias/jhout-in-out-traz-conceito-de-business-to-farmer-b2f-ao-setor-do-agronegocio/

 

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